sexta-feira, 3 de junho de 2011

7º Fichamento - Vacinas Genetica


"As vacinas tradicionais consistem principalmente de agentes causadores de doenças (patógenos) mortos ou enfraquecidos, ou de fragmentos ou toxinas desses patógenos.
O principal objetivo das vacinas é preparar o sistema imunitário para combater vírus, bactérias ou outros parasitas perigosos o mais rápido possível, antes que esses patógenos ganhem uma base segura dentro do organismo. As vacinas conseguem esse efeito, fazendo o sistema imunitário se comportar como se o corpo estivesse sendo invadido por um patógeno, o que o leva a produzir anticorpos para combater os invasores."

"Mas as vacinas com o patógeno atenuado também podem causar problemas. Elas podem gerar a doença em pessoas cujo sistema imunitário se encontre comprometido, como pacientes com câncer em tratamento quimioterápico, portadores do vírus HIV e idosos. Esses indivíduos também podem contrair doenças de pessoas saudáveis, vacinadas recentemente. Além disso, os vírus enfraquecidos podem sofrer mutações e restaurar a virulência. Essas vacinas também podem conter contaminantes, que são subprodutos indesejáveis do processo de fabricação, capazes de disparar no organismo reações alérgicas e outras reações inconvenientes."

"As vacinas genéticas são completamente diferentes das vacinas tradicionais.
As mais estudadas consistem de plasmídeos, que são pequenas moléculas circulares de DNA encontradas no citoplasma bacteriano mas incapazes de produzir uma infecção. Os plasmídeos usados na imunização são alterados para transportar genes específicos para um ou mais antígenos (proteínas) de um patógeno selecionado. Elas são aplicadas por meio de injeções intramusculares ou por um mecanismo conhecido como revólver genético, que consiste em colocar os plasmídeos dentro de microesferas de ouro e dispará-las contra a pele do paciente, utilizando para isso um disparador de alta pressão."

"Foi a partir de 1990 que os pesquisadores começaram a investigar se a resposta imunitária indesejável para os genes terapêuticos não poderia ser usada na vacinação e se as vacinas de DNA não poderiam estimular o sistema imunológico de roedores e primatas a produzir linfócitos B e T contra patógenos diferentes.
O primeiro teste em humanos foi realizado em 1995, quando plasmídeos contendo genes do HIV foram inoculados em portadores do vírus. Poucos resultados conclusivos foram obtidos até o momento. Algumas dúvidas precisam ser respondidas a respeito das vacinas de DNA quanto à toxicidade dos plasmídeos em relação às células ou se esse DNA estranho pode levar a uma resposta imunológica dirigida ao próprio DNA."

Texto traduzido e adaptado por Sônia Lopes e Luciano Luna Rodrigues, em dezembro de 2004, a partir dos artigos “Genetic Vaccines”, escrito por David B. Weiner e Ronald C. Kennedy e publicado na revista Scientific American, v. 281, p. 34-41, 1999, e “Gene Vaccines”, escrito por Indresh K.  Srivastava e Margareth A. Liu e publicado na revista Annals of Internal Medicine, v. 138, no 7, p. 550-9, 2003. 

FONTE: ://www.ebah.com.br/content/ABAAAAi6kAB/vacinas-genetica

6º Fichamento - INVESTIGAÇÕES

INVESTIGAÇÕES SOBRE O ENSINO DE GENÉTICA E BIOLOGIA MOLECULAR NO ENSINO MÉDIO BRASILEIRO: REFLEXÕES SOBRE AS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS


"No início da década de 1950, a biologia, como disciplina de Ensino Médio, ainda não
dispunha do perfil atual no que tange às divisões de suas subáreas, as quais consistiam apenas
em botânica, zoologia e biologia geral. Eram discutidos temas ligados à mineralogia, paleontologia
e geologia quando, segundo Freitas e colaboradores apud Krasilchik (2004), os objetivos
eram: de valor mais informativo, concernente aos conhecimentos construídos; de valor educativo
ou formativo, relacionado ao desenvolvimento do educando; além de apresentar também
um valor cultural, visando à contribuição para os grupos sociais dos quais os alunos faziam
parte."

"Apesar de o ensino de biologia no Brasil, por volta dos anos 50, ainda não ter o perfil
que possibilitasse a melhor exploração dos conteúdos e nem um aprofundamento mais específico
nas respectivas subáreas como atualmente, tanto pelos alunos quanto pela própria comunidade
como um todo, há indícios de que a origem das pesquisas e dos estudos voltados
para ensino de ciências no Brasil está relacionada com o movimento de reforma no ensino de
ciências, ocorrido no período pós-guerra, entre 1950 e 1960, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Tudo indica que a repercussão evidenciada em decorrência desses movimentos, no Brasil,
tenha gerado reformas no ensino de ciências no país, as quais duraram até os anos 70
(TEIXEIRA e MEGID-NETO, 2006)."


"A análise dos conhecimentos e da compreensão da Genética por parte dos jovens
estudantes vem sendo muito investigada, assim como pesquisas têm sido realizadas com esse
objetivo, atentando para a percepção de problemas propostos que envolvam o uso das novas
tecnologias genéticas, em contextos variados, em questões suscitadas nessa área do conhecimento
biológico (LEWIS, LEACH e WOOD-ROBINSON, 2000; LEWIS e WOOD-ROBINSON,
2000)."

"Posteriormente à realização da leitura exploratória, foi coerente seguir com uma leitura
seletiva, a qual constituiu etapa determinante para escolha do material que realmente consiste
em fonte bibliográfica para a pesquisa. Apesar de ser mais profunda do que a leitura exploratória,
não compreende uma leitura definitiva, pois propõe a descoberta de partes principais
ainda não identificadas sobre as quais se estrutura o texto. Possibilita, ainda, a compreensão de
novas ideias, explicações, discussão e, inclusive, novas concepções da ideia principal do texto
(MARCANTONIO, SANTOS e LEAHFELD, 1993; GIL, 1996)."

"As leituras analíticas e interpretativas foram conduzidas analisando-se os textos como
medida definitiva para a continuidade do estudo, tendo a finalidade de ordenar os dados, sumarizando
as informações obtidas e permitindo alcançar as respostas almejadas nos objetivos.
A leitura analítica constitui uma leitura de natureza crítica, entretanto, observando os preceitos
de Gil (1996) foi enfocada, nessa parte do trabalho, a identificação das ideias dos autores
procurando isentá-las de julgamentos, adotando posturas que expressaram objetividade, imparcialidade
e respeito pelas concepções dos autores."

Ciência & Educação, v. 15, n. 3, p. 593-611, 2009

FONTE:://www.scielo.br/pdf/ciedu/v15n3/09.pdf

5º Fichamento - Aconselhamento Genético


INVESTIGAÇÕES EM ACONSELHAMENTO GENÉTICO: IMPACTO DA PRIMEIRA NOTÍCIA - A REAÇÃO DOS PAIS À DEFICIÊNCIA.
                                             


Eucia B. L. Petean & João M. de Pina Neto
Docente do Departamento de Psicologia e Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto; Docente do
Departamento de Genética e Matemática Aplicada à Biologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo.
CORRESPONDÊNCIA: Eucia B. L. Petean – Avenida Bandeirantes, 3900 - 14049-900 - Ribeirão Preto - SP - email ebpetan@ffclrp.usp.br.
PETEAN EBL & PINA NETO JM de. Investigações em aconselhamento genético: impacto da primeira
notícia - a reação dos pais à deficiência. Medicina, Ribeirão Preto, 31: 288-295, abr./jun. 1998.

"O nascimento de um filho é uma experiência
única, faz parte do ciclo de vida de uma família e em
muitos casos, representa a realização social e emocional
da mulher, e o símbolo de masculinidade para
o homem."

"O nascimento de uma criança diferente da
esperada, portadora de deficiência, é traumático e
desestruturador. Interrompe o equilíbrio familiar, todos
os membros são afetados, o impacto é intenso e
sua extensão indeterminada"

"É importante que os profissionais que atuam
nos Serviços de Aconselhamento Genético estejam
cientes de que dificilmente as famílias chegam, para
iniciarem o processo, na fase de reestruturação. Encontram-
se, ainda, sob o impacto da notícia, necessitando
de apoio, compreensão e tempo para que possam
vivenciar e elaborar todos os “fatos” ocorridos,
bem como receber as informações necessárias.
Os Serviços de Aconselhamento Genético têm,
entre seus vários objetivos, a definição do diagnóstico,
informar a família sobre ele, sobre o prognóstico
e sobre o risco de recorrência. Devem também orientar
os pais quanto às características do desenvolvimento
do filho e quais os atendimentos/tratamentos
que se fazem necessários para o melhor desenvolvimento
da criança."
"A partir da vivência no acompanhamento de
pais, durante o Aconselhamento Genético, e dos dados
da literatura, propusemo-nos a realizar um estudo, tendo
por objetivo acompanhar as famílias desde o momento
em que iniciam o atendimento no Ambulatório
de Genética até a alta, ou seja, até ter sido realizado o
Aconselhamento Genético, visando compreender o processo
psicológico pelo qual eles passam e qual a influência
do Aconselhamento Genético em suas vidas.
No presente trabalho, apresentamos os dados
referentes a três tópicos, abordados na primeira entrevista:
impacto da notícia, sentimentos dos pais e
suas reações frente à notícia."

"É essencial que se dêem às famílias condições para
se estruturarem e se ajudarem mutuamente, auxiliadas
por profissionais da área de saúde mental
que, efetivamente, compreendam as fases por que
estão passando, respeitando-se cada um dos momentos
do casal."

F0NTE://www.sbgm.org.br/artigos/art_impacto.pdf

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Entrevista!



Daiane Priscila Simão-Silva, doutoranda no programa de Pós Graduação em Genética da UFPR. Graduada em ciências biológicas pela Universidade Estadual do Centro Oeste-PR, com mestrado em biologia evolutiva pela mesma instituição.

1ª) Em que consiste a sua pós-graduação e que resultados você espera obter desse trabalho?

Estou no segundo semestre do doutorado, no qual irei desenvolver o projeto de pesquisa investigando a associação de variantes de 5 genes com a doença de Alzheimer. Os genes, BCHE, NEP, SLITRIK3, APOE, RAPH1 e RIAM, que serão avaliados apresentam associação de seus produtos gênicos com rotas metabólicas importantes na geração da demência.  Desta forma é esperado que possamos contribuir no esclarecimento de variantes genéticas que possam estar atuando na origem desta doença ainda sem cura nem diagnóstico definido, sendo estas informações importantes para elaboração de tratamentos e marcadores biológicos para diagnóstico.

           2ª) O que você espera no futuro?

Após conclusão da pesquisa pretendo continuar a investigar, trabalhando em algum laboratório, ou como docente em instituições que permitam pesquisa. Tenho afinidade também pela área de ensino, e acredito ser essencial a inter-relação entre ensino e pesquisa.

          3ª) O que esta sendo mais dificil na realização da sua pós-graduação?

O quesito de maior limitação na pós-graduação é a falta de subsidio para pesquisa. Enquanto observamos técnicas altamente úteis e rápidas na descoberta de variantes gênicas sendo utilizadas em grupos do exterior, nós precisamos delimitar nossos projetos pensando em orçamento reduzido e limitamos nossas conclusões ao que o financiamento permitir avaliar.

         4ª) O que te levou a fazer esse curso?

A escolha pela genética foi devido à afinidade com o assunto e a verificação do quanto existe a ser descoberto nesta área, em especial no campo de genética de populações. Escolhi a UFPR por apresentar um conceito bom e a linha que gosto de estudar.

        5ª) Como você acha que os outros vêem seu curso?
Acredito que a genética seja vista com bons olhos, apesar de não ter se demonstrado tudo aquilo o que era esperado. Acreditava-se numa ciência que viesse a trazer a cura para todas as doenças, principalmente com o projeto genoma. Mas apesar de não estar correspondendo, a genética ainda consiste em inovação em várias áreas, como biotecnologia, agropecuária, e inclusive a área de saúde humana.

Video Raquel!!

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